Podcast para advogado: autoridade dentro do que a OAB permite
As regras de publicidade da advocacia limitam quase tudo. O programa de entrevistas é justamente o formato que elas menos restringem.
O advogado tem um problema de marketing que quase nenhuma outra profissão tem: as regras de publicidade da advocacia proíbem boa parte do que funciona para todo mundo. Nada de prometer resultado, nada de mercantilizar o serviço, nada de captar clientela de forma direta.
O efeito colateral é previsível. Todo site de escritório diz a mesma coisa, com as mesmas palavras, e o cliente não consegue distinguir um do outro.
O programa de entrevistas resolve isso por um caminho que as próprias regras deixam aberto.
Por que o formato é o mais seguro
O Código de Ética e Disciplina e as normas de publicidade da OAB restringem anúncio e captação, mas tratam de forma diferente o conteúdo informativo e o debate técnico. Discutir um tema jurídico com um colega, analisar uma mudança na legislação, explicar como funciona um instituto do direito: nada disso é anúncio de serviço.
Você não está dizendo que é o melhor. Está demonstrando como pensa, na frente de quem assiste. A conclusão de que você entende do assunto é de quem vê, não sua.
Mesmo assim, consulte o seu seccional antes de produzir. As regras de publicidade mudam e a interpretação varia, e isso é conversa com quem acompanha o tema, não com quem produz vídeo.
O que realmente diferencia um advogado
Clientes não contratam advogado por diploma. Contratam por confiança, e confiança vem de ver a pessoa raciocinar.
Nisso o texto é fraco e a conversa é forte. Num artigo você apresenta uma conclusão pronta. Numa entrevista você é confrontado por uma pergunta que não preparou, e a forma como responde mostra mais do que qualquer petição no portfólio.
É por isso que advogado com programa consistente costuma ser procurado por nome, e não por busca genérica.
Quem convidar
Essa é a parte onde a maioria erra. A tentação é convidar outros advogados, e o resultado é um programa que advogado assiste.
Se o seu cliente é empresário, convide empresário. Fale sobre o problema dele com alguém que viveu o problema, e o direito entra como a parte da conversa que você domina. Um episódio sobre sucessão familiar com um dono de empresa que passou por isso vale mais do que dez sobre jurisprudência.
Outra opção que funciona: o profissional que convive com o seu tema, como contador, perito, corretor, gestor de RH. São as pessoas que indicam advogado, e uma hora de conversa com você vale mais que qualquer tentativa de parceria formal.
O cuidado com caso concreto
Sigilo profissional continua valendo na frente da câmera. Nada de caso em andamento, nada de detalhe que permita identificar cliente, nada de resultado específico usado como vitrine.
A conversa é sobre o tema, não sobre o processo. Essa distinção protege você e, por acaso, produz conteúdo melhor, porque tema interessa a muita gente e caso específico interessa a uma pessoa só.
O que a estrutura muda aqui
Advogado é julgado por sobriedade. Vídeo tremido, áudio com eco e luz de sala de reunião trabalham contra exatamente a percepção que você está tentando construir.
No Estúdio WA a parte técnica fica com a produção, e você chega para fazer o que sabe: conduzir uma conversa.
Tem um tema que você explicaria melhor conversando do que escrevendo? Chama a gente no WhatsApp.
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