Prestígio emprestado: como convidar alguém maior que você eleva a sua marca
Cada convidado empresta um pouco da reputação dele para o seu programa. Saiba como usar isso sem parecer oportunista.
Existe um mecanismo antigo de construção de reputação que o mundo dos negócios sempre usou: associar-se a quem já tem prestígio. O empresário que aparece na foto ao lado do ministro. A empresa que patrocina o evento onde os grandes nomes estão.
Um programa de entrevistas é a versão moderna e muito mais eficiente disso. Você não aparece ao lado da pessoa. Você conversa com ela, por quarenta minutos, na sua bancada, com seu nome na tela.
A transferência que acontece
Quando alguém respeitado aceita ser seu convidado, três coisas acontecem ao mesmo tempo.
A audiência dele descobre você. Ele vai compartilhar o episódio, porque é conteúdo sobre ele, e os seguidores dele vão chegar ao seu programa pela primeira vez.
A sua audiência sobe de patamar. Quem já te acompanha vê que você conseguiu trazer aquela pessoa, e passa a te enxergar no mesmo círculo.
E o convidado seguinte fica mais fácil. Quando você convida o próximo, pode dizer “já recebemos fulano”, e o próximo aceita com menos hesitação.
Isso é o que chamamos de prestígio emprestado. E, diferente de empréstimo financeiro, ele não precisa ser devolvido. Fica.
Como convidar sem parecer oportunista
O convite errado é o que pede. O convite certo é o que oferece.
Pede: “adoraria ter você no meu programa, sou seu fã”. Oferece: “estamos preparando uma conversa sobre [tema específico], e ninguém fala disso como você. Queria dar espaço pra você desenvolver o argumento com calma, sem o limite de tempo de um post.”
O segundo convite diz três coisas: que você conhece o trabalho da pessoa, que tem um tema que interessa a ela, e que o formato vai permitir algo que as redes sociais não permitem. É difícil dizer não a isso.
O degrau certo
Nem todo convidado grande é um bom convidado. Se a distância entre você e ele for exagerada, a conversa fica desequilibrada: você faz perguntas de fã, ele responde de cima, e a audiência percebe que você não está no mesmo nível.
O convidado ideal está um degrau acima. Reconhecido, mas acessível. Alguém que você consegue conversar de igual pra igual, mesmo que ele tenha mais bagagem.
E aí você sobe o degrau. A cada trimestre, o convidado mais forte do período vira a referência para o próximo. Em um ano, o degrau já está bem mais alto do que você imaginava.
Retribuindo o empréstimo
Prestígio emprestado tem uma regra de honra: você precisa fazer o convidado sair melhor do que entrou.
Isso significa preparar a entrevista, fazer perguntas que ele goste de responder, cortar o que ficou ruim, entregar um episódio do qual ele tenha orgulho de compartilhar. Quando você faz isso, o convidado vira aliado. Ele indica outros, volta em outra temporada, comenta seu programa quando alguém pergunta.
Quando você não faz, ele nunca mais volta, e conta para os outros.
O que a estrutura tem a ver com isso
Uma pessoa com prestígio já foi entrevistada muitas vezes. Ela sabe quando a produção é séria e quando é improviso. E a percepção que ela tem da sua estrutura vira a percepção que ela tem de você.
Não é sobre impressionar. É sobre não decepcionar. O convidado que chega num estúdio profissional relaxa, porque sabe que vai sair bem. O que chega numa sala improvisada fica tenso, porque não sabe como vai ficar o resultado.
No Estúdio WA, a gente prepara o ambiente para que o convidado se sinta em casa desde o primeiro minuto. É o mínimo que se deve a alguém que está emprestando o próprio nome.
Quem é a pessoa que, se aceitasse seu convite, mudaria o patamar do seu programa? Chama a gente no WhatsApp e vamos pensar em como chegar até ela.
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